Como funcionam os vidros elétricos

O mecanismo de levantamento

Vamos começar com o mecanismo de levantamento. Este interessante dispositivo é o núcleo do sistema de vidros elétricos.

Na maioria dos carros, utiliza-se um mecanismo realmente simples para levantar o vidro e ao mesmo tempo mantê-lo nivelado. Um pequeno motor elétrico é ligado a uma engrenagem helicoidal(engrenagem sem fim) e a diversas outras engrenagem dentada para criar uma grande redução de marcha, proporcionando torque suficiente para levantar o vidro.

Um recurso importante dos vidros elétricos é que eles não podem ser forçados a abrir - a engrenagem helicoidal no mecanismo de acionamento cuida disso. Muitas dessas engrenagens helicoidais possuem um recurso de autotravamento por causa do ângulo de contato entre a rosca e a engrenagem. A rosca pode girar a engrenagem, mas a engrenagem não pode girar a rosca: a fricção entre os dentes faz as engrenagens travarem.

 


Animação do mecanismo de levantamento do vidro em funcionamento,
com a parte interna do motor e a redução de marcha

 

O mecanismo possui um longo braço, fixado a uma barra que segura a parte inferior do vidro. A extremidade do braço pode deslizar em uma ranhura da barra à medida que o vidro sobe. Na outra extremidade da barra, há uma placa que possui dentes de engrenagem engatada a outra engrenagem girada pelo motor. 

O mesmo mecanismo é freqüentemente usado em carros com vidros manuais, mas, ao invés de um motor, é a manivela que gira a engrenagem. Na próxima seção, você conhecerá algumas das características dos sistemas de vidros elétricos e conhecerá mais sobre trava para crianças e levantamento automático.

A fiação e os interruptores

As portas dos carros possuem fiação instalada de várias formas diferentes, dependendo dos recursos incoporados. Vejamos a fiação em um sistema básico, que permite ao motorista controlar os quatro vidros do carro e travar o controle dos outros três vidros dos passageiros.

Um sistema básico
Neste sistema, a eletricidade é conduzida à porta do motorista através de um disjuntor de 20 amperes. A energia chega ao painel de controle dos interruptores e é distribuída para um contato no centro do interruptor de cada vidro. Dois contatos, um cada extremidade da energia, são conectados ao terra do veículo e ao motor. A energia também passa pelo interruptor de travamento até um interruptor de vidro similar em cada uma das portas.

 


Um circuito simples de vidro elétrico
 

Quando o motorista pressiona um dos interruptores, um dos dois contatos laterais é desconectado do terra e conectado ao centro do contato de energia, enquanto o outro permanece aterrado. Isto fornece energia ao motor do vidro. Se o interruptor for pressionado ao contrário, a energia passará pelo motor na direção oposta.

Um sistema avançado
Em alguns carros, os vidros elétricos funcionam de forma completamente diferente. Ao invés da energia passar para o motor diretamente através dos interruptores, estes são conectados a um dos muitos módulos eletrônicos do carro (um carro comum possui 25). Alguns carros possuem um desses na porta do motorista, assim como um módulo central denominado controlador da carroceria.

Os carros que possuem muitos controles nas portas provavelmente têm essa configuração. Alguns carros possuem vidros elétricos, retrovisores elétricos, travas elétricas e até mesmo controles elétricos dos bancos, todos localizados na porta. Seriam muitos fios para tentar passar do lado de fora da porta.

Em vez disso, o módulo da porta do motorista monitora todos os interruptores. Por exemplo, se o motorista pressionar o interruptor de seu vidro, o módulo da porta fecha um rele que fornece alimentação ao motor do vidro. Se o motorista pressionar o interruptor para ajustar o retrovisor do lado do passageiro, o módulo do motor da porta do motorista envia uma série de dados ao barramento de comunicação do carro. Estes dados dizem ao controlador da carroceria para energizar um dos motores do retrovisor elétrico.

Como funciona o controle remoto de travas elétricas

Os princípios básicos

Os dois dispositivos de acionamento remoto de travas elétricas mais comuns são:

 

O chaveiro que você carrega no bolso ou usa para abrir o portão da garagem é um pequeno radiotransmissor. Quando você aperta um botão no chaveiro, o transmissor liga e envia um código para o receptor (no carro ou na garagem). Dentro do carro ou da garagem está um receptor de rádio sintonizado na freqüência que o transmissor utiliza (300 ou 400 MHz são freqüências comuns para os sistemas modernos). O transmissor é similar àquele encontrado em um brinquedo acionado por rádio.

Quando se começou a utilizar o controle remoto de portão de garagem, por volta dos anos 50, os transmissores eram extremamente simples. Eles enviavam um único sinal e o dispositivo de abertura do portão da garagem respondia abrindo ou fechando a porta. À medida que ele se tornou comum, sua simplicidade criou um grande problema: qualquer um podia passar pela rua com um transmissor e abrir os portões de todas as garagens! Todos os controles usavam a mesma freqüência e não havia segurança.

Nos anos 70, os controles de portão de garagem se tornaram um pouco mais sofisticados. Você pode ver esse nível de sofisticação nas fotos abaixo. A primeira mostra um chip controlador (preto) e uma chave de configuração (azul), também conhecida como DIP switch. Uma chave de configuração possui oito pequenas chaves dispostas em uma pequena peça soldada à placa de circuito. Ao ajustar as chaves de configuração dentro do transmissor, era possível controlar o código que o transmissor enviava. O portão da garagem somente se abriria se a chave de configuração do receptor estivesse ajustada com o mesmo padrão. Isso proporcionou algum nível de segurança, mas não suficiente. Oito chaves de configuração fornecem somente 256 combinações possíveis. Isso é suficiente para impedir que vários vizinhos abram as portas uns dos outros, mas não o suficiente para fornecer segurança real.

 


Chaves de configuração
 

 

Além disso, os transmissores dos controles de portão de garagem dessa época também eram bastante simples:

 


O transmissor
 

 

Como você pode ver, o transmissor consistia de dois transistores e um par de resistores - e não ia muito além disso. Um transmissor de dois transistores como esse, energizado por uma bateriade 9 volts, é o mais simples que um transmissor de rádio pode ser. Este é o mesmo transmissor que você encontra em um par de walkie-talkies de baixa potência.

De lá para cá, os controles remotos de travas elétricas ficaram bem mais sofisticados. Vamos então conhecer uma configuração mais moderna.

Segurança moderna

Com os sistemas de controle remoto das travas elétricas que você encontra nos carros de hoje, a segurança é primordial. Se as pessoas pudessem abrir facilmente as portas dos carros das outras pessoas no estacionamento lotado de um shopping, isso seria realmente um grande problema. E com a proliferação dos rastreadores por rádio você também precisa evitar que as pessoas "capturem" o código que seu transmissor envia. Assim que eles possuírem seu código, poderão simplesmente retransmiti-lo para abrir o seu carro.

A foto abaixo mostra o interior de um controle remoto para travas elétricas de um carro moderno:

 


Interior de um controle remoto automotivo
 

 

Você pode ver que tudo foi miniaturizado. Há um pequeno chip que cria o código que é transmitido e a pequena cápsula prateada (quase do tamanho da metade de uma ervilha) é o transmissor.

O chip controlador de qualquer controle remoto moderno usa algo chamado código de salto ou um código rotativo para proporcionar segurança. Verá que ele descreve um sistema que usa um código rotativo de 40 bits. Quarenta bits proporcionam 240 (cerca de 1 trilhão) de códigos possíveis. Veja como funciona:

Assim, o que você fará se conseguir dessincronizar MESMO seu transmissor, apertando o botão 300 vezes até que ele não reconheça mais o sinal? A maioria dos carros possui uma maneira de ressincronizar o controle remoto. Eis o procedimento normal:

Com um código de 40 bits, quatro transmissores e até 256 níveis à frente no gerador de números pseudo-aleatórios para evitar a perda da sincronização, há uma chance em um bilhão de que seu transmissor abra as portas de outro carro. Quando você considera que todos os fabricantes de carros usam sistemas diferentes e que os sistemas mais recentes usam muito mais bits, pode ver que é praticamente impossível para qualquer outro chaveiro abrir a porta de outro carro.

Você também pode ver que a captura de código não funcionará com um transmissor de código rotativo como esse. Os transmissores de controles de portão de garagem mais antigos enviavam o mesmo código de 8 bits baseado no padrão estabelecido nas chaves de configuração. Alguém podia capturar o código com um rastreador de rádio e facilmente retransmiti-lo para abrir a porta. Com um código rotativo, é inútil capturar a transmissão. Não há maneira de predizer qual número aleatório o transmissor e o receptor escolheram para o próximo código, de modo que retransmitir o código capturado não terá nenhum efeito. Com trilhões de possibilidades, também não há uma maneira de escanear todos os códigos porque seriam necessários anos para fazer isso.

Como funcionam os limpadores de pára-brisa

O mecanismo

Os limpadores combinam duas tecnologias mecânicas para cumprir sua tarefa:

Motor redutor e engrenagem redutora
É necessária muita força para que as palhetas se movimentem de forma rápida sobre o pára-brisa. Para gerar esse tipo de força, uma engrenagem redutora sem-fim é usada na saída de um pequeno motor elétrico.

A engrenagem redutora pode multiplicar o torque do motor cerca de 50 vezes, enquanto diminui a velocidade de saída do motor elétrico na mesma proporção. A saída da engrenagem redutora opera um sistema de acionamento por hastes que movimenta os limpadores.

Dentro do conjunto motor/engrenagem existe um circuito eletrônico que detecta quando os limpadores estão na posição de repouso. O circuito oferece a energia necessária para que os limpadores se movimentem até chegar à parte inferior do pára-brisa e, em seguida, desliga o motor. Ele também controla o intervalo entre um movimento e outro quando os limpadores estão trabalhando intermitentemente.

Acionamento
Há um pequeno braço preso na árvore de saída da engrenagem redutora que gira à medida que o motor do limpador vira. O braço está ligado a uma vareta comprida que se movimenta de um lado para o outro conforme o braço gira. Esta vareta, por sua vez, está preso a um braço que ativa o limpador no lado do motorista. Uma vareta transmite a força do lado do motorista para o limpador do lado do passageiro.

Palhetas

As palhetas dos limpadores de pára-brisa funcionam como uma espécie de rodo. As hastes arrastam uma fina tira de borracha pelo pára-brisa a fim de retirar a água.

 

Você sabia?

Os sistemas dos limpadores de pára-brisa foram desenvolvidos para remover a água 1,5 milhão de vezes durante sua vida útil.

Quando a palheta é nova, a borracha está limpa e não há nenhum corte ou furo, o sistema retira a água sem deixar marcas no pára-brisa. À medida que a palheta vai ficando velha, cortes e furos surgem, poeiras do asfalto se acumulam nas beiradas e as palhetas não se aderem tanto ao vidro, deixando marcas nele. Às vezes, você consegue prolongar a vida útil das palhetas se passar um pano embebido em produto limpa-vidro para retirar a sujeira instalada.

 

 


Essa palheta possui seis apoios que permitem distribuir a pressão realizada sobre o pára-brisa
 

 

Outro fator importante que ajuda a diminuir a incidência de marcas é distribuir a pressão ao longo da borracha das palhetas. As palhetas foram desenvolvidas para serem presas a um único ponto no meio e a uma série de pequenos braços, como uma árvore; logo, as palhetas estão na verdade presas a seis ou oito pontos. Se houver formação de gelo ou neve nessas hastes, a distribuição da pressão se torna irregular, formando listras no pára-brisa. Alguns fabricantes de limpadores produzem uma palheta especial para o inverno com uma proteção de borracha que cobre a haste, afastando o gelo e a neve.

Pontos de pivotamento

A maioria dos carros possui o mesmo modelo de limpador: duas palhetas que se movem para limpar o vidro. Uma das palhetas se move do eixo para o lado do motorista e a outra do eixo para o meio do pára-brisa. Esse é o sistema tandem ou paralelo, representado em uma das figuras abaixo. Esse modelo limpa prioritariamente a parte do pára-brisa no campo de visão do motorista.

 


Alguns dos diferentes esquemas

de limpadores usados nos carros
 

 


Existem outros tipos de limpadores adotados em alguns veículos. A Mercedes usa um limpador de apenas um braço que se estendem e retraem conforme desliza pelo vidro. Veja o sistema de braço único (controlado) na figura acima. Esse modelo também oferece uma boa cobertura, mas é mais complicado que o sistema convencional de dois braços. Alguns carros usam palhetas colocadas em lados opostos do pára-brisa que se movem em direções opostas e outros possuem um único limpador posicionado no meio, como no Uno Mille. Esse sistema não oferece tanta cobertura quanto o sistema padrão de dois braços.

Limpadores com sensores de chuva

No passado, os fabricantes de carros já haviam tentado eliminar os limpadores ou controlar a velocidade deles automaticamente. Alguns dos esquemas envolviam a detecção de vibrações causadas por gotículas de chuva, outros pela aplicação de um revestimento especial que não permitisse a formação de gotas, e havia os que emitiam vibrações ultra-sônicas que partissem as gotículas de modo a retirar a água desnecessária. Esses sistemas, entretanto, apresentaram alguns problemas e por isso nunca chegaram a ser fabricados ou, se fabricados, foram rapidamente retirados de circulação por importunar mais do que ajudar os motoristas.

Contudo, um novo tipo de sistema capaz de detectar o volume de água no pára-brisa e controlar os limpadores está começando a aparecer nos carros. Um deles é desenvolvido pela TRW Inc. Aqui está uma descrição do seu sistema de sensor de chuva A TRW utiliza sensores ópticos para detectar a umidade. O sensor é colocado em contato com a parte interna do pára-brisa, perto do espelho retrovisor.

Ele projeta uma radiação infravermelha no pára-brisa em um ângulo de 45 graus. Se o vidro estiver seco, grande parte da radiação é refletida de volta no sensor pela parte da frente do pára-brisa. Se o vidro estiver molhado, as gotas refletirão a luz em direções diferentes. Quanto mais molhado o vidro, menos luz é refletida de volta.

Os dispositivos eletrônicos o o software do sensor acionam os limpadores quando a intensidade de luz refletida diminui até um nível predeterminado. A velocidade do limpador é regulada de acordo com a velocidade de formação de gotículas entre um movimento e outro. O sistema opera em todas as velocidades e se auto-regula de acordo com o exigido pela freqüência de acúmulo de água.

O sistema TRW, que pode ser encontrado em diversos veículos da General Motors americana, incluindo todos os modelos da marca Cadillac, pode ser ativado manualmente ou desligado. Vários carros fabricados no Brasil também já trazem sensor de chuva.

Medidor de combustível

A unidade de envio

O módulo da bóia está localizado no tanque do carro e consiste em uma bóia, normalmente feita de um tipo de espuma plástica, conectada a uma fina haste metálica. A base da haste é montada a uma resistência variável. A resistência é um instrumento elétrico que suporta um fluxo de eletricidade; quanto maior for a resistência elétrica, menor será o fluxo de corrente. No tanque de combustível, a resistência consiste numa faixa de material metálico resistente conectado à massa. Um contato deslizante conectado ao medidor desliza sobre a faixa metálica, conduzindo a corrente do medidor à resistência. Se o contato deslizante estiver próximo ao lado aterrado da faixa metálica, haverá menos material resistente no percurso da corrente, portanto, a resistência será menor. Se o contato deslizante estiver do outro lado da faixa metálica, haverá mais material resistente no percurso da corrente, portanto a resistência será maior.

 



 

No módulo da bóia, o combustível precisa baixar a um certo nível antes que a bóia comece a baixar
 

Quando a bóia está perto da parte alta do tanque, o contato deslizante da resistência variável permanece perto do lado aterrado (negativo), o que significa que a resistência é pequena e uma quantidade relativamente grande de corrente passa através do módulo da bóia em direção ao marcador do painel. Quando o nível do tanque baixa, a bóia abaixa, o contato desliza, a resistência aumenta e a quantidade de corrente enviada ao marcador diminui.

 

Rodando no "vazio"

Você pode se surpreender ao saber quanto o seu carro ainda tem de combustível quando o marcador indica "vazio". Para descobrir, confira no manual do proprietário o volume exato da capacidade do tanque do seu carro. Assim, da próxima vez que o marcador indicar "vazio", procure o posto mais próximo e encha o tanque. Subtraia o número de litros que você usou pra encher o tanque do número de litros que o manual do proprietário indica caber no mesmo, assim saberá quanto o

O medidor também é um equipamento simples.

 


Com o aumento da resistência, menos corrente passa através da bobina de aquecimento e a correia bimetálica esfria. Assim que a correia esfria, ela se estabiliza e o medidor que marcava "cheio" passa a marcar "vazio".
 

A correia bimetálica é uma peça de metal fabricada com a laminação de dois tipos diferentes de metal juntos. O metal que cobre a correia se expande ou se contrai quando é aquecido ou resfriado. Cada tipo de metal tem coeficientes de expansão diferentes. Os dois tipos de metal que cobrem a correia são escolhidos em função de seus diferentes coeficientes de expansão e contração.

Quando a correia é aquecida, um dos metais expande menos que o outro, então a correia se curva com o metal que se expande mais no lado externo. Esta curvatura é o que move o ponteiro do marcador.

Alguns carros mais novos, em vez de enviarem a corrente diretamente para o medidor, usam um microprocessador que lê a potência de saída da resistência e comunica ao painel. Os sistemas atuais ajudam a aumentar a precisão do medidor. Vamos dar uma olhada em um destes sistemas.

combustível quando o marcador indicava vazio.
 

Este mecanismo é uma das razões da imprecisão do medidor de combustível. Você deve ter notado que o medidor tende a ficar na posição "cheio" por um bom tempo após o abastecimento. Quando o tanque está "cheio", a bóia está em sua posição mais alta - a movimentação vertical da bóia é limitada ou pela haste onde está conectada ou pelo topo do tanque. Isto significa que a bóia está submersa e não irá afundar até que o nível do tanque atinja a base da bóia. O ponteiro do medidor não se moverá até que a bóia comece a baixar.

 

Algo parecido pode acontecer quando a bóia se aproximar do fundo do tanque. A extensão do movimento não chega até o fundo para que a bóia alcance o fim do tanque enquanto ainda houver combustível. Por isso, na maioria dos carros, quando o marcador indica abaixo de vazio ainda existe combustível no tanque.

Outra possível causa da imprecisão é o formato do tanque de combustível. Os tanques de combustível dos carros novos são feitos de plástico, moldados para serem encaixados em espaços muito apertados. O tanque deve ser moldado para encaixar entre as peças do chassi do carro. Isso significa que quando a bóia alcança a metade do tanque, deve haver mais combustível ou às vezes menos da metade de combustível restante no tanque, dependendo do seu formato.

Medidores controlados por microprocessadores

Alguns carros mais novos têm um microprocessador que lê a resistência variável no tanque e comunica a leitura com outro microprocessador no painel do carro. Os fabricantes de carros podem improvisar o movimento do medidor - eles podem reduzir o formato do tanque do carro comparando a posição da bóia com a calibragem da curva. A curva correlaciona a posição da bóia com o volume de combustível restante no tanque. Isto permite que o medidor faça uma leitura mais precisa, especialmente em carros com tanques de formatos complexos.

Sistemas como estes também podem acionar um aviso luminoso do nível de combustível que acende conforme o combustível vai baixando. Muitos destes avisos luminosos acendem quando ainda existem alguns litros no tanque, permitindo-lhe ainda um bom tempo até o próximo reabastecimento.

O microprocessador também pode amortecer o movimento do ponteiro. Ao fazer uma curva ou subir uma ladeira, o combustível escorre para o lado e muda a posição da bóia rapidamente. Se o ponteiro responder a estas mudanças muito rapidamente, o combustível irá de um lado para o outro. Por isso, um programa calcula a média da movimentação do ponteiro das últimas leituras da posição da bóia. Isto significa que a movimentação do ponteiro ocorre mais lentamente. Você já deve ter notado isto ao abastecer seu carro - o tanque enche antes do ponteiro alcançar o "cheio".

Os medidores não são exatos, mas eles agem de forma preventiva